segunda-feira, 31 de agosto de 2009

E lá se foi agosto,


Chamado mês do desgosto,

Que apelido tão tosco foi esse, meu camarada?

E lá se vai mais um mês nesse ano,

Fazendo a gente correr contra o tempo tentando ser feliz...

A vida é tão frágil, tão rápida...

Que missão incrível...

Missão onde sou eterna aprendiz...

domingo, 30 de agosto de 2009

Por amor

O que você quer?
O que quer de mim?
Sinto o tudo e o nada.
Fico a "ver navios" nessa estrada,
achando que meu lugar não é aqui...
Queria ser um monge, ter a paciência,
ter calma para sentir essa pressão aqui no meu peito.
Sentir a contradição de sentidos, sem abalar meu coração,
sem sofrer tanto os efeitos...
Eu estou no lugar errado, fazendo coisas certas.
Sem querer eu arrumo tudo, mas aí passa o tempo,
sou cego, sou mudo.
Sobra nada dentro de mim.
Sou eu a fonte de energia, chego arrumo e acendo o dia,
Depois hiberno em um inverno sem fim.
Quando será que deixarei de ser assim?
Só doação, sem cuidar de mim?
Sem ter cautela, sem cuidar do meu coração?
Deixe-me  quieta.
Quero o silêncio dessa solidão,
prefiro o dia mudo a ficar nessa multidão de humanos, de loucos, insanos...
Deixe-me só.
quero destilar o veneno, que injetaram no meu peito.
Preciso arranjar um jeito de não paralizar com essa dor.
O ser humano consegue ser lindo e feio, contradição de adjetivos...
É mesquinho, é cena de horror.
Minhas veias aguentam esse fluxo.
Sou forte, sinto o "ópio" do interesse, da inveja, do rancor.
Destilo e transbordo com urgência, superando,
Tudo isso por amor...
D. Frick

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Vem cá,


Desliga o computador,

Joga fora essa dor que aperta aqui dentro...

Vem cá, rasga minha roupa desbotada,

Suja minha cara lavada,

Me agarra, me joga sem pudor...



Preciso de mãos firmes,

Preciso de escândalo,

Sai desse sofá, corre!

Senão o amor morre,

O tesão foge,

Pra nunca mais voltar...



To querendo o risco,

To querendo o riso, os lábios,

O cheiro, dizer não ao torpor!

To querendo os braços, amassos,

To querendo calor...



Que bom que me atende,

Que bom que entende calado,

Nossa volúpia tão louca,

Nosso ‘tirar a roupa’tão descuidado...

Nosso tesão, nosso amor.

D. Frick
Hoje eu to tão "Zélia"..
Respirando Zélia, ouvindo Zélia...
Deve ser a dor de cotovelo por não ir ao show amanhã...

"Pode me largar


Que eu tenho pressa

Não me interessa

Sua beca

Ou seu perfume francês

Meu corpo agora

Só fala português

E é assim que eu gosto

Me toca mais

O detalhe

Do que os luxos

Eu não sigo o fluxo

Faço o caminho

Que me parecer

Mais justo.



Fala baixo

Que eu escuto

Eu pressinto tudo

O que você não quis dizer

Então

Pode me largar

Pode sair da frente

Já sei

Que eu sou diferente

Mas é assim que eu gosto, entende? "

Ai, ai...sou euuuuu!
até amanhã..
D.Frick

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

No meu planeta...

No meu planeta, a maldade é muito feia.
Ela insiste em ficar, "esperneia",
Mas eu chuto ela porta a fora...
Eu me fecho numa "bolha mágica" onde ela jamais tem passagem e
tento fazer com que no final de tudo,
o bem permaneça em mim,
no seu extrato, puro...

D. Frick

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Eu sentia medo.


Eu apoiava minhas mãos em qualquer base que me sustentasse.

Pessoas eram bases, motivos eram nada mais que justificativas baratas...

Eu fiquei sem chão, meus pés flutuavam aflitos.

Eu gritava sem som de grito. Eram sussurros incapazes de chamar atenção.

Mastigaram o alimento por mim, respiraram o ar que inflava meus pulmões...

Mas a palavra ficou retida. Ficou em mim tatuada, reprimida.

Eu coleciono as sensações das letras caminhando em mim.

Eu consigo sentir a penetração profunda dessa descoberta, das palavras acolhidas.

O expurgo delas é necessário, o vulcão de linhas sai assim, dia a dia.

Transbordei a vida e a ânsia de ser.

Não agüentava mais me esconder.

Então sou. Apenas sou e o que sou, bem... já não depende mais de ninguém,

só de viver.

D. Frick

Girassol

Ser como o sol que ilumina o dia, talvez precise de atalhos não padronizados pela sociedade.
Na vida nem sempre utilizamos os atalhos comuns para atingir a luz.
Iluminar a vida das pessoas é uma grata experiência de vida.
Contudo ser iluminado também é necessário!
Somos girassóis andarilhos pelas estradas da vida...
Boa semana a todos os seres de luz e aos que precisam dela também...
D. Frick

domingo, 23 de agosto de 2009

Descobrindo e esperando...

Descobrindo as pessoas, momentos diferentes...
Esgotando possibilidades de superação...
Ajustando ponteiros que não se moviam... e também...
...esperando mama, que chega hoje...
Saudade é grande!
volto já!

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Para Dulce

Para Dulce
"Dócil, doce Dulce
de face vermelha,
doce rosa airosa,
a fugir da abelha..." *

Chamei por ti,
Alertei sobre a tempestade.
Ventos levam e trazem coisas,
Desisti de impedir a passagem.

Você não enxerga que meus passos,
Já não são tão pequenos,
Passos largos, to seguindo,
To mudando o meu terreno.

Careço dos teus braços,
Do cumprir às tuas promessas.
Dos sonhos digitados juntos,
Do amor, dos laços.

Corre! Ainda é tempo.
Ou o tempo não é suficiente?
Quando vais entender?
Que é covardia, o que sentes?

Busca tua coragem,
Aprende a amar!
O vento ta me levando...
Não sei se posso esperar!

* Cecília Meireles
Canção de Dulce

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Hoje há uma grande seca dentro de mim.
As flores que brotam do meu peito crescem pequenas, tímidas, bravas lutadoras.
Reservo a água dos mananciais da vida e insisto em regá-las.
Nesse sertão da vida, é preciso o improviso!
Superar o sol quente, o ar agressivo, seco, invasor.
Pareço frágil ante as dificuldades desse sertão.
Mas não posso ser frágil.
Tenho medo. Mas não sou frágil.
Ter receio não significa deixar-se virar galhos secos.
Galhos secos seriam a morte.
Não morro, não desta forma.
Vivo.
Estou vivo? Passo os dias tentando entender que superar é viver.
E viver meu amigo, é entender o significado da palavra evolução.
No caminhar por esse sertão, existem marcas, sulcos profundos.
Mas ao caminhar, carrego meu coração, meus sonhos.
Deixo o que é mal enterrado, bem lá no fundo.
Sonho em conseguir superar as rachas desse chão sofrido. Procuro enxergar as flores
que nascem lindas e teimosas nos cactos do caminho.
O céu ainda é azul celeste, os pássaros ainda fazem seus ninhos.
Inspiro-me neles.
Enquanto isso, aguardo a chuva. Ela é a espera nesse sertão da vida,
Ela me lava, renasço e recomeço no sertão o que é o meu destino.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Tricotando

Vou tricotando meus sentimentos,
Laçando cada palavra que insiste em escapar,
Minha boca é ponto perdido,
Fica um buraco quando você não está.

domingo, 16 de agosto de 2009

sábado, 15 de agosto de 2009

Eu vou fugir na estrada,
Eu vou procurar o que perdi.
O que não tive e o que ainda está por vir.
Eu vou voltar pra casa, eu vou criar o caos e a ordem,
Eu preciso sentir essa imensa desordem,
pra arrumar minhas palavras de novo e
sentir talvez, que movi as peças do jogo...
To sentindo medo,
To sentindo euforia,
To sentindo amor,
To sentindo alegria,
To sentindo...
Me deixa sentir! Sou todos os sentidos...
Sou presença, sou ausência,
Estava tão longe daqui...
Fugi desse mundo, sem nunca ter ido...

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Loucura

É engraçado descobrir as loucuras que existem na nossa personalidade, na nossa forma de agir, de olhar pro mundo.
Ainda mais quando a sociedade acha que uma mãe de família não deve jamais ousar e tentar viver e pensar de forma diversa.
Prefiro imaginar minha vida como uma colcha feita de retalhos que simbolizam cada pensamento meu caótico perante o mundo.
Fico aqui pensando nas loucuras que fazem parte da minha colcha de retalhos e não me assusto mais quando afirmo pra mim que eles estão corretos. É assim que penso.
Os valores, os principais, os humanitários, estão aqui. Quero passá-los para minha filha com todo carinho. Isso não vai mudar.
Ela vai crescer e vai criar os outros valores assim como eu também estou criando agora.
Tarde? Aos trinta dois anos?
Não. Nunca. Nem se tivesse com oitenta anos desistiria.
Bjos,
D. Frick

“Meu defeito estava no fato de que eu vinha de outro planeta lingüístico. Planeta de uma linguagem feminina que eu ainda tinha de inventar.”
Salwa Al- Neimi

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Bicho Carpinteiro

"Bicho carpinteiro = escaravelho roedor de madeira"
Hummm, então é assim que estou.
Ando roendo minhas idéias por dentro, tentando achar um jeito de continuar escrevendo, estudando e lógico, ganhando dinheiro.
Há um bicho desses entre outros dentro de mim, que aponta o caminho que devo seguir.
Mas esse caminho é dolorido. É complicado e requer muita doação.
Desde o dia que resolvi assumir o que sou, vivo na corda bamba.
Vivo com o coração aos pulos e passo por obstáculos que tentam me colocar totalmente pra baixo.
Algumas pessoas pensam que sou louca, que sou dispersa, que não tenho objetivos.
Penso o contrário.
Acho que nunca tive tantos objetivos na minha vida como agora.
Dispersei antes. Deixei a vida passar.
Agora sou eu que estou passando. Com licença, eu vou à luta.
bjos,
D. Frick

"Eu só conheço mulher louca. Pense em qualquer uma que você conhece e me diga se ela não tem ao menos três dessas qualificações: exagerada, dramática, verborrágica,
maníaca, fantasiosa, apaixonada, delirante. Pois então. Também é louca. E fascinante.
Nossa insanidade tem nome: chama-se Vontade de Viver até a Ultima Gota. Só as cansadas é que se recusam a levantar da cadeira para ver quem está chamando lá fora.
E santa, fica combinado, não existe. Uma mulher que só reze, que tenha desistido dos prazeres da inquietude, que não deseje mais nada? Você vai concordar comigo:
só sendo louca de pedra."
Trecho da crônica. "Doidas e Santas" de Marta Medeiros

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Desejo é...

Querer o gosto da língua,
O toque dos dedos,
A respiração na nuca,
Perder-se em devaneios.
Querer estar ofegante,
querer mordidas e risos,
Querer sentir fortemente,
Sem medo, sem juízo...