segunda-feira, 29 de junho de 2009

Atualização automática

Pego o telefone, ligo pra ele.
Queria dizer o quanto o amava.
É engraçado o quanto esse ato é contraditório porque sabemos do amor, dispensando qualquer fala a respeito do que é inexplicável e imensurável mas queremos ouvir, faz bem ouvir.
Ele atende o telefone e diz sem saber o porque da ligação:
"- eu também."
Sempre foi assim. Mesmo com todos os erros dele, mesmo com todas as brigas, sempre foi assim: Diferente. Sintonia.
É disso que se trata, penso eu após dois anos.
Nenhum abutre, ninguem pode tirar isso de mim.
Não tivemos chance de nos despedir, não aquela despedida pra eternidade...
Também não sei dizer ao certo o que falaria pra ele sabendo que nunca mais o veria, ou ouviria a sua voz.
O Universo tratou disso e fez com que fosse natural, leve.
Pesado é não ouvi-lo, é não atender o telefone as sete da manhã pra dar bronca porque ele me acordou, é Maria Eduarda não crescer perto do avô, é sentir saudade, é questionar porques de tantas coisas duras que ficaram.
O resto, o podre que ficou, bem, eu não coloquei na minha mochila...Você deve ter tido os seus motivos ou talvez nem deram opções, isso só Deus sabe.
Onde estiver, descanse em paz.
Eu sinto sua falta todos os dias da minha vida.
Esse post também é desnecessário...eu sei disso...
Mas após dois anos, a atualização automática era necessária, não dava pra reiniciar mais tarde...

sábado, 27 de junho de 2009

Sutilezas...

Estou sentada sozinha no meu quarto frente ao computador.
Lá fora, o cavaquinho nas mãos daquele velho homem.
Com ele, dois outros solitários buscando a atenção das pessoas.
Artistas natos, tocam as cordas com a força dos apaixonados.
Cada nota é tão linda que docemente misturam-se as pequenas gotas da chuva.
Ninguem nota, tão menos param diante do espetáculo que eles tentam apresentar.
Todo mundo sente muita pressa para observar as sutilezas das atitudes alheias,
o carinho do próximo, o despertar da natureza, o grito dos excluídos.
Nas manchetes, Michael Jackson está no topo das notícias.
O famoso pop star ganha a atenção de todos juntando milhões no mundo inteiro homenageando-o.
Tudo bem...ser fã faz parte da vida...
Mas, e se o velho homem com seu cavaquinho morresse ali, naquela hora?
Você se importaria? Você gastaria horas em uma fila para homenagea-lo?
Ah! Ando tão farta das mesmices!
Li em uma das reportagens, uma pergunta que me chamou a atenção: " Por qual Michael Jackson estamos chorando?"
É verdade!!!!!
O grandioso Michael de "Thriller" e "Billie Jean" ou a aberração que rejeitava sua própria raça? Que teve ínumeras suspeitas de pedofilia? Que pendurou o seu bebê na janela? Que já nem cantava mais sucessos como antigamente?
Desculpem-me os fãs a minha sinceridade, mas não vou chorar por Michael.
Se tenho que chorar, prefiro sentir então por Sophie de apenas quatro aninhos, idade da minha pequena, que era inocente e não tinha como se defender sozinha.
Prefiro sentir por crianças como ela, que sofrem com a pedofilia e abusos mil totalmente impunes por aí.
Prefiro chorar por Neda Agha, inocente morta em um protesto iraniano.
Prefiro chorar por tantas outras mortes horríveis, outras tantas injustiças e barbaridades que acontecem todos os dias.
Michael Jackson? Descanse em paz.
Mas para mim o sofrimento é bem menos pop e bem mais duro na vida real.
É como sinto. É o que penso dessa vida...
D. Frick

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Seguindo

Vivendo,
Seguindo,
Decidindo,
o meu destino...

Volto já...some não!

D. Frick

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Finalmente...

Sonhei com você.
Finalmente você resolveu aparecer.
Só agora me abraça e diz que não pôde fazer nada?
Só agora?
To adiando você na minha mente e mais um aniversário está chegando...
Você é como aquela atualização automática que marcamos a opção de reiniciar mais tarde...
é isso...
Tão necessário, faz tanta falta na minha vida e deixou tantas perguntas...
Ainda sinto o abraço...
vou guarda-lo comigo...pode deixar...
Esteja na luz...onde estiver...
D. Frick

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Ser astronauta

Tenho que aprender a ser astronauta nesse inexorável espaço chamado VIDA.
O astronauta conta com o seu foguete majestoso, com computadores avançados e de última geração a guiá-lo pelo espaço sideral.
Ele precisa dos outros que construíram o foguete, que prepararam tudo para sua partida ao grande “negro estrelar”...
Mas lá, na sua grande jornada, quando o foguete está em ação, muitas vezes ele está sozinho.
Sou astronauta. Tenho que aprender isso.
Sou astronauta...
Astronauta, não o foguete. Portanto, não sou máquina.
Respeitem as veias que correm por debaixo da minha grande roupa prateada.
bjos,
D.Frick

terça-feira, 9 de junho de 2009

Você conhece as pessoas realmente?

Conhecer as pessoas é algo realmente desafiador.
A verdade é que você não conhece porcaria nenhuma...
Havia um castelo de areia. Eu estava hospedada nele.
Ele desmoronou.
Agora formou-se uma tempestade muito grande com todos esses grãos.
Refugiei minha alma novamente no meu saquinho humilde de guardar confetes.
Preciso me proteger...Não quero cegar meus olhos com toda essa areia suja...
Volto...eu volto...
Pode deixar...
Bjos
D.Frick

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Voltando pra casa

Tirei férias.
Tranquei-me por um tempo no meu saco de guardar confetes.
Precisava pensar e renovar tudo que existe em mim.
Então, descobri finalmente que essa mudança será tão longa quanto o tempo que levei para descobrir a necessidade de sua execução.
São 23:30. Passo roupa em minha sala.
Confome o tecido é amolecido e toma forma uniforme com o calor do meu ferro de passar, penso nos planos e nas coisas que preciso colocar em prática.
Penso que gosto daquilo. Gosto de cuidar da minha família, da minha casa, da minha vida.
Penso que quero colocar em uso todo o conjunto de idéias que passam pela minha mente tão diversificada.
Penso que me tornei uma super mulher maravilha que consigo tudo isso.
Penso, penso, penso.
Sou super! Posso voar! Posso tocar as estrelas com minha mente! Acredite!
Saí do pano de guardar confetes. Estou de volta com a "corda toda".
Que bom voltar e pensar e escrever...sinto falta de expressar-me assim como o corpo sente falta do ar, do alimento, do amor, da vida.
Voltei. Vá embora não! Fica! Senta! Toma um café comigo e tenta rir um pouco dessa minha mente tão indefinida...
bjossss